Rock in Rio passa no teste com boa estrutura e ecletismo musical

Foto: Guito Moreto/O Globo


O que era grande ficou ainda maior. Com mais do que o dobro do tamanho de suas edições anteriores, o primeiro Rock in Rio no Parque Olímpico enfrentou sete dias de intensos testes.


E passou: bares (muitos e variados) com filas rápidas, banheiros em geral limpos, muitos locais e estandes cheios de atrações para visitar e cartões-postais para tirar selfies — uma preferência entre o público.


A linha 4 do metrô e a integração com o BRT resolveram um dos maiores problemas das edições anteriores: chegar e sair da Cidade do Rock foi mais fácil do que nunca — embora exigisse longas caminhadas, como tudo lá dentro.


O revés ficou por conta do aumento de público: recebendo até 100 mil pessoas por dia, o festival ficou, em muitos momentos, intransitável. Toda essa grandiosidade se traduziu em números: segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a sétima edição do festival em terras cariocas vai gerar um impacto de R$ 1,4 bilhão na economia.


Em sua nova casa, o Rock in Rio se afirmou como festival de entretenimento, e não só de música. Com a inauguração da Game XP, área dedicada aos jogos eletrônicos e praticamente um mundo à parte, a volta dos tradicionais brinquedos, sempre lotados, e a criação de espaços pensados “para toda a família”, muitas vezes o festival remetia a um grande parque temático.


Que o diga a Rock Street, dedicada à África, com seus lagos artificiais (onde o público não podia se refrescar nem nos momentos de maior calor) e com direito até a um elefante gigante de mentirinha. Ou ainda a novata Rock District, com calçada da fama e tudo, que emprestavam ares de Disney à casa que recebe o festival.


Mas o assunto principal aqui ainda é a música. A edição marcada pela ausência de Lady Gaga — que cancelou sua participação no primeiro dia e foi substituída pelo Maroon 5 —, promoveu a histórica primeira vinda do Who ao Brasil e recebeu a energia do Aerosmith e os hits radiofônicos do Tears for Fears.


Brilhou também o palco Sunset. Enquanto o Mundo trouxe figurinhas repetidas, como Guns N’ Roses, Jota Quest e Capital Inicial, e apostou em shows de artistas já esquecidos, como Fergie e 5 Seconds of Summer, o palco alternativo trouxe os bailões comandados por CeeLo Green e Nile Rodgers + Chic, num line-up mais descolado do que a programação “oficial” do Palco Mundo.


Informações: Liv Brandão/O Globo


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